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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sobre clubes, igrejas e universidades

Richard Feynman, Nobel de Física, fazia uma comparação curiosa: certos círculos acadêmicos se comportam mais como um grêmio estudantil cuja principal preocupação é definir QUEM é digno de entrar no clubinho, e não exatamente O QUE se faz dentro do clubinho...

Alguns acadêmicos estão genuinamente interessados na reflexão livre. Outros, querem fazer "escolas"; muitos querem fundar "igrejas"... Felizmente, em minha trajetória, tenho encontrado muitos intelectuais comprometidos com a discussão aberta e profunda. Acho que o segredo é saber reconhecer essas pessoas onde elas estão, fortalecer os vínculos com elas e deixar os "escolásticos" de plantão discutindo o sexo dos anjos, em sua rigidez hierática e revolucionários dogmas, eternamente celebrando iniciáticos rituais e enunciando verdades imaculadamente concebidas.

Pouco importa: acima de todos nós, tal como sucedia aos impérios d'antanho, o Sol nunca se põe sobre a Plataforma Lattes...

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